Quem gosta de deixar as unhas sempre impecáveis sabe o valor de um bom profissional. Alguém que saiba fazer um serviço completo e a quem você possa entregar suas mãos e pés de olhos fechados. Para algumas pessoas, o desejo da cliente é o maior incentivo para um trabalho primoroso.

Gilson Garcia, Remmy Forcel, João Paulo Soares e Elvis Gouveia  são exemplos desse tipo de profissional. O que os quatro tem em comum?  Todos entraram de cabeça em uma profissão dominada por mulheres e estão conquistando cada dia mais a clientela pela qualidade e profissionalismo do serviço oferecido.

Gilson Garcia
Gilson Garcia (Instagram: @gilstudiohair)

Gilson Garcia, de 35 anos, deixou de lado a profissão de garçom para ingressar no mundo da beleza, abrindo em sociedade o seu primeiro salão.  Ele conta que começou a fazer as unhas das clientes pela falta de manicure no salão e desde então, elas o procuram cada vez mais. “Comecei a fazer vários cursos com profissionais que foram maravilhosas comigo”, relata ele.

Apesar de a sociedade não ter dado certo, Gilson continuou na área e há três anos abriu outro salão, o Gil Studio Hair, no bairro da Santa Cecília, em São Paulo. “Eu sempre recebo elogios das minhas clientes, elas que fazem a minha vida ser mais feliz”, relata Gilson com orgulho.

Remmy Forcel
Remmy Forcel (Instagram: remmyforcel)

Remmy Forcel, trabalha na área há 11 anos. Hoje, aos 30, é o manicuro do salão 1838, no Jardim América. Assim como Gilson ingressou por acaso na profissão. “A princípio foi somente uma ajuda, depois eu fui ficando e me especializando”, conta Remmy.  O sucesso foi tanto que passou por diversos salões, incluindo Jacques Janine.

Com todo esse talento como manicuro, obviamente não sobrou mais espaço para a antiga profissão de operador de telemarketing.  “Sou muito privilegiado, nunca tive problemas. As clientes tem curiosidade de fazer a unha com homem para saber se eles fazem tão bem quanto a mulher”, conta ele.

João Paulo Soares
João Paulo Soares (Instagram: @joohnnynails)

João Paulo Soares, mais conhecido como Johnny Nails, tem 20 anos e já nasceu com o dom de cuidar das unhas. Ele conta que sempre gostou de fazer o pé e a mão como brincadeira na infância , com o tempo transformou essa brincadeira em profissão. “Eu peguei o dom que Deus me deu e transformei em profissão. Comecei a falar com as amigas e espalhar para as pessoas que eu estava fazendo unha”, completa.

Hoje com a agenda lotada, Joohnny sente que fez a escolha certa para sua profissão. “Eu já trabalhei com buffet infantil, casamentos e também fui garçom, mas nada disso é a minha praia. O que eu gosto mesmo é fazer unhas”, conta o manicuro.  Para uma realização completa em sua carreira, João quer se especializar em alongamento de unhas de gel, porcelana e acrílico.

Elvis Gouveia
Elvis Gouveia (Instagram: @elvisgouveiaoficial)

Aos 22 anos, Elvis Gouveia saiu de Fortaleza, no Ceará, para tentar a vida na cidade de Paulínia, interior de São Paulo. Um amigo o ajudou com um emprego de garçom em uma churrascaria.  “Permaneci vivendo em condições precárias nesse emprego, mas algo me movia para dar o melhor de mim, independente da função que eu exercesse”, conta Elvis. Foi então que ao visitar um salão com uma amiga e ver o trabalho das manicures sentiu o desejo de fazer o mesmo.

O início não foi fácil e Elvis teve que escutar coisas que foram duras demais. “Certa vez, escutei uma cliente dizer que eu não tinha o perfil para ser manicure e que eu deveria procurar outra profissão. Me doeu muito ouvir aquelas palavras, mas ao mesmo tempo uma força muito maior surgiu dentro de mim dizendo que eu podia ser exatamente o que eu queria”, conta. Hoje Elvis coleciona diversos cursos profissionalizantes e ministra palestras sobre a “Metodologia de corte contínuo”, uma técnica desenvolvida por ele.

Mais que uma profissão, uma realização!

Paixão, realização profissional e amor pelo que faz são sentimentos compartilhados pelos quatro manicuros. Quando indagado sobre o preconceito que homens podem sofrer na profissão, Joohnny é categórico: “Não me afeta em nada, enquanto um tem preconceito, 99, 9% me ama”, orgulha-se ele.

 

 

Kiki
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