A hairstylist Rosana Valente, técnica da Itallian, deu uma aula de colorimetria e tudo que envolve a alquimia das cores. Segundo a profissional, mais importante que fazer uma boa coloração ou descoloração é ter o conhecimentos das cores necessárias para chegar ao tom desejado.

Neste sentido, conhecer a composição da fibra capilar se torna essencial para aplicar a colocarão certa. “Entender que os fios de cabelo são compostos por astes de queratina e grãos de melanina, que possuem fundos de cores primárias, orienta o especialista em tinturas a chegar a todos os tons e reflexos que deseja aplicar”, explica.
Para guiar a composição das tinturas é necessário ter base na Estrela de Osvald, gráfico onde estão distribuídos as cores primárias (azul, vermelho e amarelo) e secundárias (roxo, laranja e verde). Além de definir quais são os tons que podem ser mesclados para gerar novas cores, a estrela indica quais cores se neutralizam.
Segundo Valente, a neutralização deve ser o primeiro passo da coloração, retornado o tom e os reflexos indesejados. Em seguida, a coloração é feita, aplicando tintura e corretores para chegar a cor e reflexos desejados pela cliente.
O domínio da colorimetria aumenta as possibilidades do profissional e retira a exigência de ter produtos de todos os tons no salão, contribuindo com a rentabilidade do salão. “Às vezes temos em mãos apenas as cores dos clientes fixos e recebemos uma demanda diferente. Se dominarmos as cores e suas combinações podemos realizar o trabalho com o mesmo material”, indica.
Valente salienta que, tão importante quanto fazer as combinações corretas, é tomar o cuidado da reação dos produtos nos fios da cliente. “Geralmente, falamos de teste de mechas em descolorações. No entrado, elas são imprescindíveis nas colorações também. O processo ajuda a entendermos como serão as reações entre tinta e fios, nos alertando para possíveis alergias, reação indesejada de tons por motivos químicos externos e elasticidade do fio”, diz.
Kiki
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